Êxodo - A Redenção - Pentateuco

Esboço
I - Opressão dos Hebreus no Egito (1.1—11.10)
A} - Sofrimentos dos Oprimidos (1.1-22)
B} - Preparação do Libertador (2.1— 4.31)
1. Nascimento de Moisés e Seus Primeiros Quarenta Anos (2.1-15a)
2. Exílio de Moisés e o Seu Segundo Período de Quarenta Anos (2.15b - 25)
3. Chamada de Moisés e Seu Regresso ao Egito (3.1— 4.31)
C} - Luta com o Opressor (5.1—11.10)
1. A Petição: Deixa Meu Povo Ir (5.1-3)
2. A Resposta: Perseguição Tirânica de Faraó (5.4-21)
3. A Garantia: O Senhor Manifestará Seu Senhorio (5.22 — 7.13)
4. O Recurso: As Dez Pragas (7.14 — 11.10)
II - Livramento dos Hebreus do Egito (12.1—13.16). (N do R - Aqui começa o 3o período de 40 anos da vida de Moisés; cf. At 7.36)
A} - Livramento na Páscoa: Redenção pelo Sangue (12.1—15.21)
B} - Livramento no Mar Vermelho: Redenção pelo Poder (13.17—14.31)
C} - Cânticos do Livramento: Louvor ao Redentor (15.1-21)
III - Ensinamento a Israel a Caminho do Monte Sinai (15.22—19.2)
A} - A Prova da Adversidade e o Cuidado Providente de Deus (15.22—19.2)
1. A Primeira Prova: Águas Amargas em Mara (15.22-27)
2. A Prova da Fome: Provisão de Codornizes e Maná (16.1-36)
3. A Prova da Sede: Água em Refidim (17.1-7)
4. A Prova do Combate: A Luta com Amaleque (17.8-16)
B} - O Conselho Sábio de Jetro (18.1-27)
IV - O Pacto de Deus com Israel no Monte Sinai (19.3—24.18)
A} - Instruções Preparatórias a Moisés (19.3—24.18)
B} - Os Dez Mandamentos: Diretrizes de Vida e Conduta sob o Concerto (20.1-17)
C} - Ordenanças Preventivas do Relacionamento Pactual (20.18—23.19)
D. Promessas Concernentes à Terra Prometida (23.20-33)
E} - Ratificação do Concerto (24.1-18)
V - Normas de Adoração a Deus por Israel, no Monte Sinai (25.1— 40.38)
A} - Instruções a Respeito do Tabernáculo (25.1— 27.21)
B} - Instruções a Respeito dos Sacerdotes (28.1— 31.18)
C} - O Pecado de Idolatria (32.1— 34.35)
D} - Implementação das Instruções Divinas (35.1— 40.38)

Autor: Moisés
Tema: A Redenção
Data: Cerca de 1445-1405 a.C.

Considerações Preliminares
Êxodo dá continuidade à narrativa iniciada em Gênesis. O título do livro, deriva da palavra grega exodos (título empregado na Septuaginta, a tradução do AT em grego), que significa “saída” ou “partida”. Refere-se à poderosa libertação de Israel, efetuada por Deus, tirando-o da escravidão do Egito, e à sua partida daquela terra, como povo de Deus.
Dois pontos relacionados com o livro de Êxodo têm causado muita controvérsia: a data do êxodo de Israel ao sair do Egito e a autoria do dito livro. (1) Duas datas diferentes para o êxodo são propostas pelos eruditos. (a) Uma “data recuada” (também chamada a data bíblica), derivada de 1 Reis 6.1, onde está dito que o êxodo ocorreu 480 anos antes do quarto ano do reinado de Salomão. Esta declaração estabelece a data do êxodo em 1445 a.C. Por outro lado, em Juízes 11.26, Jefté (cerca de 1100 a.C.) afirma que Israel ocupara sua própria terra já há 300 anos, o que permite datar a conquista de Canaã, assim a conquista fica datada em aproximadamente 1400 a.C. Essa cronologia do êxodo, a da conquista de Canaã e a do período dos juízes encaixam-se bem nos eventos datáveis da história dos três primeiros reis de Israel (Saul, Davi e Salomão). (b) Os críticos liberais da Bíblia propõem uma “data posterior” para o êxodo, em cerca de 1290 a.C., com base em suposições a respeito dos governantes egípcios, bem como uma data arqueológica do século XIII a.C. sobre a destruição de cidades cananéias durante a conquista de Canaã. (2) Há também discordância entre os eruditos bíblicos conservadores e liberais, no tocante à autoria mosaica do livro de Êxodo. (a) Intérpretes modernos geralmente consideram o livro como uma obra conjunta, preparada por vários
escritores e completada num período da história de Israel muito posterior aos tempos de Moisés (a chamada teoria JEDP). (b) Por outro lado, a tradição judaica desde os tempos de Josué (Js 8.31-35), bem como o testemunho de Jesus (cf. Mc 12.26), do cristianismo primitivo, e da erudição conservadora contemporânea, todos atribuem a Moisés a origem do livro (ver a introdução a Deuteronômio). Além disso, a evidência interna do livro apóia a autoria de Moisés. Pormenores numerosos em Êxodo indicam que o autor foi testemunha ocular dos eventos registrados no livro (e.g., 2.12; 9.31,32; 15.27). Além disso, trechos do próprio livro dão testemunho da participação direta de Moisés na sua escrita (e.g., 17.14; 24.4; 34.27).
Propósito
Êxodo foi escrito para que tivéssemos um registro permanente dos atos históricos e redentores de Deus, pelos quais Israel foi liberto do Egito e organizado como a sua nação escolhida. Pelos mesmos atos divinos, Israel também recebeu a revelação escrita, do concerto entre Deus e aquela nação. Também foi escrito como um elo extremamente importante da auto-revelação geral e progressiva de Deus, que culminou na pessoa de Jesus Cristo e no NT.
Visão Panorâmica
O livro de Êxodo começa com a descrição do sofrimento dos descendentes de Jacó no Egito, a saber: opressão, escravidão e infanticídio, e termina com a presença, o poder e a glória de Deus manifestos no Tabernáculo, no meio do seu povo já liberto, no deserto. Êxodo divide-se em três seções principais. (A) Os caps. 1 — 14 revelam Israel no Egito, oprimido por um faraó que não conhecia José, e Deus então redimiu Israel “com braço estendido e com juízos grandes” (6.6). Entre os eventos portentosos dessa parte da história de Israel, estão: (1) o nascimento de Moisés, sua preservação e preparação (cap. 2); (2) a chamada de Moisés na sarça ardente (3 — 4); (3) as dez pragas (7 —
12); (4) a Páscoa (cap. 12) e (5) a travessia do mar Vermelho (13 — 14).
O êxodo de Israel para fora do Egito é declarado em todo o AT como a mais grandiosa experiência de redenção do velho concerto. (B) Os caps. 16 — 18 descrevem Israel no Deserto, a caminho do monte Sinai. Deus guiou seu povo redimido por meio de uma nuvem e uma coluna de fogo e proveu maná, codornizes e água, exercitando assim seus redimidos a andar pela fé e pela obediência. (C) Os caps. 19 — 40 registram Israel no monte Sinai, recebendo de Deus a revelação que abarcou (1) o concerto (cap. 19), (2) o decálogo (cap. 20) e (3) o Tabernáculo e o sacerdócio (25 — 31). O livro termina com o Tabernáculo inaugurado e transbordante da glória de Deus (cap. 40).
Características Especiais
Cinco características distinguem Êxodo. (1) As circunstâncias históricas do nascimento de Israel como nação. (2) O Decálogo, i.e., os dez mandamentos (cap. 20), que é a suma feita por Deus da sua lei moral e das suas justas exigências para o seu povo. Nela, temos o fundamento da ética e da moralidade bíblicas. (3) É o livro do AT que mais destaca a graça redentora e o poder de Deus em ação. Em termos do AT, Êxodo descreve o caráter sobrenatural da libertação que Deus efetuou do seu povo, livrando-o do perigo e da escravidão do pecado, de Satanás e do mundo. (4) O livro inteiro está repleto da revelação majestosa de Deus, como (a) glorioso nos seus atributos, (veraz, misericordioso, fiel, santo e onipotente); (b) Senhor da história e dos reis poderosos; (c) o Redentor que faz um concerto com os seus redimidos; (d) justo e reto, assim revelado na sua lei moral e nos seus juízos e
(e) digno da adoração reverente, como o Deus transcendente que desce para “tabernacular” com o seu povo, i.e., habitar com o seu povo (cf. Jo 1.14 no gr.). (5) Êxodo enfatiza o “como?”, “o quê?” e o “por quê?” do verdadeiro culto que deve seguir-se à redenção que Deus efetua dos seus.
O Livro de Êxodo e Seu Cumprimento no NT
A prefiguração da redenção que temos no novo pacto, é evidente em todo o livro de Êxodo. A primeira Páscoa, a travessia do mar Vermelho e a outorga da lei no monte Sinai são, para o velho concerto, aquilo que a vida, morte e ressurreição de Jesus, e a outorga do Espírito Santo no Pentecoste, são para o novo concerto. Os tipos de Êxodo que prenunciam Cristo e a redenção no NT são: (1) Moisés, (2) a Páscoa, (3) a travessia do mar Vermelho, (4) o maná, (5) a rocha e a água, (6) o Tabernáculo, e (7) o sumo sacerdote. As exigências morais absolutas dos dez mandamentos são repetidas no NT, para os crentes do novo concerto.

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