2º Samuel - O Reinado de Davi - Historico

Esboço
I - O Grande Sucesso de Davi Como Rei (1.1—10.19)
A} - O Sucesso Político de Davi (1.1—5.25)
1. Davi Pranteia a Morte de Saul e Jônatas (1.1-27)
2. Davi, Rei de Judá (2.1—4.12)
3. Davi, Rei de Todo o Israel (5.1-5)
4. Davi Conquista Jerusalém e a Torna Sede do Seu Governo (5.6-10)
5. Davi Alarga o Reino (5.11-25)
B} - O Sucesso Espiritual de Davi (6.1—7.29)
1. Davi Faz de Jerusalém Seu Centro Religioso (6.1-23)
2. Davi Deseja Edificar uma Casa para Deus (7.1-3)
3. O Concerto de Deus com Davi (7.4-17)
4. Davi Ora a Deus com Gratidão (7.18-29)
C. O Sucesso Militar de Davi (8.1—10.19)
1. As Vitórias de Davi sobre a Filístia, Moabe, Zobá, Síria e Edom (8.1-12)
2. O Governo Justo de Davi em Jerusalém (8.13—9.13)
3. A Vitória de Davi sobre Amom (10.1-19)
II - O Vergonhoso Pecado de Davi Como Rei (11.1—12.14)
A} - O Adultério de Davi com Bate-Seba (11.1-5)
B} - O Homicídio Disfarçado de Urias por Davi (11.6-27)
C} - O Profeta Natã Declara o Pecado e o Castigo de Davi (12.1-14)
III - As Conseqüências Contínuas do Pecado de Davi (12.15—20.26)
A} - Julgamento sobre a Casa de Davi: Imoralidade e Morte (12.15—15.6)
1. Morte do Filho do Adultério (12.15-25)
2. A Lealdade de Joabe (12.26-31)
3. Amnom Violenta Sua Meio-Irmã Tamar (13.1-20)
4. Absalão Mata Amnom por Vingança (13.21-36)
5. Fuga, Regresso e Falsidade de Absalão (13.37—15.6)
B} - Julgamento contra o Reino de Davi: Revolta e Homicídio (15.7—20.26)
1. A Revolta de Absalão (15.7-12)
2. Davi Foge de Jerusalém, Desprestigiado (15.13—16.14)
3. Absalão Governa em Jerusalém (16.15—17.29)
4. Derrota e Morte de Absalão (18.1-32)
5. A Lamentação de Davi e a Censura de Joabe (18.33—19.8)
6. A Reintegração de Davi Como Rei (19.9-43)
7. Insurreição e Morte de Seba (20.1-26)
IV - Os Últimos Anos do Reinado de Davi (21.1—24.25)
A} - A Fome de Três Anos (21.1-14)
B} - Guerra com os Filisteus (21.15-22)
C} - Salmo de Louvor de Davi (22.1-51)
D} - Últimas Palavras de Davi (23.1-7)
E} - Os Valentes de Davi (23.8-39)
F} - A Contagem do Povo e a Praga da Parte de Deus (24.1-17)
G} -  A Intercessão de Davi e a Misericórdia de Deus (24.18-25)

Autor: Anônimo
Tema: O Reinado de Davi
Data: Fins do Século X a.C.

Considerações Preliminares
Visto que 1 e 2 Samuel eram originalmente um só livro no AT hebraico, conhece-se melhor o contexto de 2 Samuel pelo estudo da parte inicial de 1 Samuel (ver a introdução de 1 Samuel). Nota-se que os eventos de 1 Samuel (que se estendem do nascimento de Samuel à morte de Saul) abrangem quase um século de tempo (c. 1105 — 1010 a.C.), 2 Samuel registra somente o reinado de Davi, um período de quarenta anos (c. 1010 — 970 a.C.).
Propósito
2 Samuel continua a história profética do aspecto teocrático da monarquia de Israel. Ilustra a fundo, com exemplos do reinado de Davi e da sua vida pessoal, as condições do concerto de Israel, conforme Moisés as definiu em Deuteronômio: a obediência ao concerto resulta em bênçãos divinas; o desprezo pela lei de Deus resulta em maldições e castigos (Dt 27—30).
Visão Panorâmica
A história da vida de Davi vai de 1 Sm 16.1 a 1 Rs 2.11. O segundo livro de Samuel começa com a morte de Saul e a unção de Davi em Hebrom, como rei de Judá por sete anos e meio (1 — 4). O restante do livro ocupa-se dos trinta e três anos seguintes de Davi como rei de todo o Israel em Jerusalém (5 — 24). O ponto crítico do livro e da vida de Davi é seu adultério com Bate-Seba e a morte de Urias (cap. 11). Antes desse capítulo sombrio, Davi representava muitos dos ideais de um rei teocrático. Com o favor, sabedoria e unção divinos, Davi (1) capturou Jerusalém dos jebuseus e fez dela sua capital (cap. 5); (2) trouxe a arca do concerto de volta a Jerusalém, em meio a grande regozijo e esplendor (cap. 6) e (3) subjugou os inimigos de Israel, começando com os filisteus (8 — 10). “E Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o SENHOR, Deus dos Exércitos, era com ele” (5.10).
Sua firme liderança atraía “valentes” e inspirava total lealdade. Davi entendia que Deus o estabelecera rei sobre Israel e reconhecia abertamente o domínio de Deus sobre ele mesmo e sobre a nação. Deus prometeu profeticamente que um descendente de Davi se assentaria sobre o seu trono, e que cumpriria perfeitamente o papel de rei teocrático (7.12-17; cf Is 9.6,7; 11.1-5; Jr 23.5,6; 33.14-16).
Entretanto, depois dos trágicos pecados de adultério e de homicídio, cometidos por Davi, o fracasso moral e a rebelião acossaram a sua família (12 — 17) e a nação inteira (18 — 20). A grande bênção nacional transformou-se em grande juízo nacional. Davi se arrependeu com sinceridade e experimentou a misericórdia do perdão divino (12.13; cf. Sl 51), mas as conseqüências da sua transgressão continuaram até o fim da sua vida e até mesmo depois (cf. 12.7-12). Mesmo assim, Deus não rejeitou Davi como rei, como rejeitou Saul (1 Sm 15.23). Realmente, o amor que Davi tinha a Deus (ver os seus salmos) e sua aversão à idolatria fizeram dele o exemplo pelo qual todos os reis subseqüentes de Israel foram medidos (cf. 2 Rs 18.3; 22.2). 2 Samuel termina, quando Davi compra a eira de Araúna, que veio a ser o local do futuro templo (24.18-25).
Características Especiais
Cinco fatos principais assinalam 2 Samuel. (1) Descreve os eventos principais do reinado de Davi, de quarenta anos, inclusive sua tomada de Jerusalém da mão dos jebuseus, convertendo-a no centro político e religioso de Israel. O período da sua vida situa-se exatamente entre Abraão e Jesus Cristo. (2) O ponto crítico do livro (cap. 11) relata os pecados trágicos de Davi, envolvendo Bate-Seba e seu marido Urias. Apesar de esses pecados de Davi terem sido cometidos em oculto, foram declarados abertamente por Deus, nas diferentes faces da vida de Davi — pessoal, familiar e nacional. (3) Embora as Escrituras declarem com destaque que Davi era um homem segundo o coração de Deus, o favor divino deu lugar ao castigo e as bênçãos de Deus à maldição depois de ele pecar, conforme Moisés advertira a Israel (Dt 28). (4) Os capítulos 12 — 21 descrevem o efeito em cadeia, da transgressão de Davi sobre sua família e sua nação. Isso revela que o bem-estar de um povo está fortemente vinculado à condição espiritual e moral do seu líder. (5) Ressalta a lição moral perpétua de que o sucesso e a prosperidade amiúde levam ao enfraquecimento moral que, por sua vez, leva ao fracasso moral.
O Livro de 2 Samuel e o NT
O reinado de Davi nos capítulos 1—10 é uma prefiguração do reino messiânico de Cristo. O estabelecimento de Jerusalém como a cidade santa, o recebimento do gracioso concerto davídico da parte de Deus e a promessa profética de um reino eterno, apontavam para o perfeito “Filho de Davi”, Jesus Cristo, e seu reino presente e futuro conforme revela o NT (Is 9.7; Mt 21.9; 22.45; Lc 1.32,33). Para compreender melhor a aplicação no NT com relação a Davi, ver a introdução a 1 Samuel.

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