2º Reis - Reis de Israel e de Judá - O Reino Dividido - Historico

Esboço
I - O Reino Dividido: Israel e Judá (1.1 — 17.41)
A} - Continuação do Reinado de Acazias (Israel) (1.1-18; cf. 1 Rs 22.51-53)
B} - Reinado de Jorão (Israel) (2.1—8.15)
1. Transição Profética de Elias para Eliseu (2.1-25)
2. Uma Análise de Jorão (3.1-3)
3. Jorão Derrota Moabe (3.4-27)
4. O Ministério Milagroso de Eliseu (4.1—8.15)
C} - Reinado de Jorão (Judá) (8.16-24)
D} - Reinado de Acazias (Judá) (8.25-29)
E} - Reinado de Jeú (Israel) (9.1—10.36)
1. Jeú Ungido por Eliseu (9.1-10)
2. Jeú e Seu Expurgo Sangrento de Israel (9.11—10.36)
F} - Reinado de Atalia (Judá) (11.1-16)
G} - Reinado de Joás (Judá) (11.17—12.21)
H} - Reinado de Joacaz (Israel) (13.1-9)
I} - Reinado de Jeoás (Israel) (13.10-25)
J} - Reinado de Amazias (Judá) (14.1-22)
K} - Reinado de Jeroboão II (Israel) (14.23-29)
L} - Reinado de Azarias (Judá) (15.1-7)
M} - Reinado de Zacarias (Israel) (15.8-12)
N} - Reinado de Salum (Israel) (15.13-15)
O} - Reinado de Menaém (Israel) (15.16-22)
P} - Reinado de Pecaías (Israel) (15.23-26)
Q} - Reinado de Peca (Israel) (15.27-31)
R} - Reinado de Jotão (Judá) (15.32-38)
S} - Reinado de Acaz (Judá) (16.1-20)
T} - Reinado de Oséias (Israel) (17.1-41)
1. Análise e Prisão de Oséias (17.1-4)
2. Colapso Final de Israel (17.5-23)
3. Cativeiro de Israel e Repovoamento da Terra (17.24-41)
II - O Reino Único: Judá Depois do Colapso de Israel (18.1—25.21)
A} - Reinado de Ezequias (18.1—20.21)
1. Avivamento e Reforma (18.1-8)
2. Sumário da Queda de Israel e Libertação de Judá por Deus, de Duas Invasões Assírias (18.9—19.37)
3. Enfermidade e Cura de Ezequias (20.1-11)
4. A Insensatez e Morte de Ezequias (20.12-21)
B} - Reinado de Manassés (21.1-18)
C} - Reinado de Amom (21.19-26)
D} - Reinado de Josias (22.1—23.30)
1. Avivamento e Reforma (22.1—23.25)
2. Adiada a Ira de Deus sobre Judá, Mas Não Evitada, e a Morte de Josias (23.26-30)
E} - Reinado de Joacaz (23.31-33)
F} - Reinado de Jeoaquim (23.34—24.7)
G} - Reinado de Joaquim (24.8-16)
H} - Reinado de Zedequias (24.17—25.21)
1. Queda de Jerusalém (25.1-7)
2. Destruição do Templo e dos Muros da Cidade (25.8-10, 13-17)
3. Deportação Final do Povo para Babilônia (25.11-21)
III - Epílogo (25.22-30)

Autor: Desconhecido
Tema: Reis de Israel e de Judá
Data: Cerca de 560-550 a.C.

Considerações Preliminares
Os livros de 1º e 2º Reis são, no original, um tratado indiviso, portanto, as informações contidas na introdução a 1 Reis são importantes aqui. 2 Reis retoma a história do declínio de Israel e Judá, a partir de cerca de 852 a.C. Narra as duas grandes calamidades nacionais que conduziram à queda dos reinos de Israel e de Judá: (1) a destruição da capital de Israel, Samaria, e a deportação de Israel à Assíria em 722 a.C.; e (2) a destruição de Jerusalém e a deportação de Judá para Babilônia em 586 a.C. 2 Reis abarca os últimos 130 anos da história de Judá, que teve 345 anos de duração. A grande instabilidade política de Israel (i.e., as dez tribos do Norte) é notória nas suas constantes mudanças de reis (dezenove) e de dinastia (nove) em 210 anos, em comparação com os vinte reis e uma dinastia (com breve interrupção) de Judá, em 345 anos. Muitos dos profetas literários do AT ministraram durante o período decorrido em 2 Reis. Eles relembravam, advertiam e exortavam os reis concernente às suas responsabilidades diante de Deus como seus representantes teocráticos. Amós e Oséias profetizaram em Israel, ao passo que Joel, Isaías, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias e Jeremias profetizavam em Judá. Nos livros desses profetas, temos importantes revelações históricas e teológicas que não se acham em 2 Reis, no tocante ao declínio moral das duas
nações.
Propósito
O propósito de 2 Reis é o mesmo que o de 1 Reis (ver a introdução a 1 Reis). Em resumo: o propósito original era propiciar ao povo hebreu, especialmente os exilados em Babilônia, uma interpretação e compreensão profética da sua história durante a monarquia dividida, para que não repetissem os pecados dos seus antepassados.
Visão Panorâmica
A história de 2 Reis abrange duas épocas principais: (1) a história dos dois reinos antes da queda de Israel (as dez tribos) em 722 a.C. (1—17), e (2) a história de Judá depois da derrocada de Israel até à queda da própria nação de Judá em 586 a.C. (18—25). Por um lado, Israel teve uma sucessão ininterrupta de reis que faziam “o que era mau aos olhos do SENHOR” (e.g., 3.2). Em 2 Reis, é patente que em meio à terrível apostasia de Israel, Deus levantava profetas poderosos tais como Elias e Eliseu para conclamar a nação e seus respectivos dirigentes a voltar a Deus e ao seu concerto (1—9).
Por outro lado, em Judá, às vezes, havia alívio quando entre seus reis ímpios, surgiam alguns piedosos, como Ezequias (18—21) e Josias (22—23), que se esforçavam para levar a nação de volta a Deus. Todavia, esses reis não conseguiram levar o povo a abandonar de modo permanente a prática prevalecente da idolatria, da imoralidade e da violência. Depois da morte de Josias (cap. 23), o deslize de Judá em direção à destruição foi rápido e culminou no saque de Jerusalém por Nabucodonosor em 586 a.C. (cap. 25).
Características Especiais
Cinco fatos principais caracterizam 2 Reis. (1) Destaca (assim como também 1 Reis) a importância dos profetas e da sua mensagem revelada como o meio principal de Deus transmitir sua mensagem aos reis e ao povo de Israel e Judá — e.g., Elias e Eliseu (1—13), Jonas (14.25), Isaías (19.1-7, 20-34) e Hulda (22.14-20). (2) Destaca o ministério milagroso de Eliseu no decurso de boa parte da primeira metade do livro (2—13). (3) Apenas dois reis em todo Israel e Judá tiveram plena aprovação como fiéis a Deus e ao povo: Ezequias (18.1—20.21) e Josias (22.1—23.29). (4) Revela que líderes ímpios acabam levando seu povo à ruína e ilustra o princípio perpétuo de que “a justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos” (Pv 14.34). (5) Contém muitas narrativas bíblicas bem conhecidas, como a ascensão de Elias ao céu num redemoinho (cap. 2), a ressurreição do filho da sunamita por Eliseu (cap. 4), a cura de Naamã (cap. 5), o ferro do machado que flutuou na água (cap. 6), a morte violenta de Jezabel conforme Elias profetizara (cap. 9), os grandes avivamentos no reinado de Ezequias (cap. 18) e Josias (cap. 23), e a grave enfermidade de Ezequias e sua cura (cap. 20).
Paralelo entre o livro de 2º Reis e o NT
2º Reis deixa claro que o pecado e infidelidade dos reis de Judá (i.e., os descendentes de Davi) resultaram na destruição de Jerusalém e do reino davídico. Não obstante, o NT deixa também claro que Deus, na sua fidelidade, cumpriu sua promessa segundo o concerto, feita a Davi, através de Jesus Cristo, “o Filho de Davi” (Mt 1.1; 9.27-31; 21.9), cujo reinado e reino não terão fim (Lc 1.32,33; cf. Is 9.7).

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